Após 3 altas, confiança do setor de serviços recua em dezembro, diz FGV

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) da Fundação Getulio Vargas (FGV) recuou 1,7% entre novembro e dezembro, na série com ajuste sazonal, ao passar de 125,4 para 123,3 pontos. Apesar da queda no mês – refletindo uma possível acomodação após três aumentos consecutivos – , o índice médio do quarto trimestre superou em 3,1% o do trimestre anterior.

Assim como na forte alta de 3,2% do mês anterior, o movimento de acomodação do indicador em dezembro atingiu a maioria dos segmentos pesquisados – 9 entre 12.

De acordo com a FGV, a variação do ICS entre novembro e dezembro resultou de quedas de 1,2% e de 2% nos índices da Situação Atual (ISA-S) e de Expectativas (IE-S), respectivamente. Enquanto o ISA-S atingiu 103,7 pontos em dezembro, situando-se ainda em patamar inferior à média histórica de 110,9 pontos, o IE-S alcançou 142,9 pontos, mantendo-se acima da média histórica (139,6).

Influências
A queda do ISA-S foi influenciada, sobretudo, pela redução de 1,5% no indicador que mede o grau de satisfação com a situação atual dos negócios. O indicador de volume de demanda atual também apresentou queda, mais moderada, de 0,9%. A proporção de empresas que percebem a situação atual dos negócios como boa passou de 26,8% para 26,3% entre novembro e dezembro, enquanto a parcela das que a consideram ruim aumentou de 13,9% para 15,1%.

O indicador que mede o grau de otimismo dos empresários em relação à tendência dos negócios nos meses seguintes foi o que mais influenciou na queda do IE-S, com diminuição de 2,9% em dezembro frente a novembro. A proporção de empresas prevendo melhora diminuiu de 50,2% para 47,9%, enquanto a parcela daquelas prevendo piora aumentou de 4% para 6%.

O indicador do quesito demanda prevista nos três meses seguintes recuou 1% frente a novembro, com ligeira diminuição da proporção de empresas prevendo um nível de demanda maior, de 48,4% para 47,3%, e relativa estabilidade da parcela das que esperam demanda menor, ao passar de 3,2% para 3,5%.

Para a FGV, apesar da queda do ICS em dezembro, os indicadores extraídos da Sondagem de Serviços ainda compõem um cenário favorável de curto prazo para o setor. “No quarto trimestre, o aumento de 3,1% da confiança foi motivado pela melhora consistente das expectativas, com avanço de 6,6% do IE-S, cujo patamar ao final do ano retrata otimismo, ainda que moderado, por parte do empresariado do setor em relação aos próximos meses”, diz a fundação, em nota.

Fonte: G1

Postado em 28 dezembro 2012 às 14:07. Voce pode acompanhar esta notícia assinando o nosso RSS 2.0. Voce pode deixar uma resposta.

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