As quase 50 milhões de pessoas ocupadas no País, que têm como rendimento o salário mínimo, começam a receber o novo valor estabelecido pelo Governo a partir deste início de fevereiro. Os R$ 678,00, valor já com o reajuste de 9% sobre os antigos R$ 622,00, representam um incremento de R$ 32,7 bilhões na economia do País e cerca de R$ 83 milhões na economia paraense, segundo levantamento do Dieese no Pará (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).
Ainda segundo o levantamento, desse valor do incremento na economia brasileira, R$ 15,9 bilhões correspondem ao aumento na arrecadação tributária sobre o consumo.
No que se refere à região Norte, estima-se que aproximadamente R$ 2 bilhões devam entrar na economia da região – os sete estados- nos próximos 12 meses. Deste total de recursos, cerca de metade (aproximadamente R$ 1 bilhão) deve ser injetada na economia do Estado do Pará no mesmo período, uma média/mês de aproximadamente R$ 83 milhões. ‘Uma quantidade expressiva destes valores deverão ser direcionados para o consumo’, aponta Roberto Sena, supervisor técnico do Dieese.
Ainda segundo estudos do Dieese, com base na PNAD/IBGE 2011, das cerca de 3,5 milhões de pessoas ocupadas no Pará, cerca de 1,4 milhões recebem o mínimo como remuneração máxima. Destas, cerca de 813 mil (57% do total) são homens e cerca de 604 mil (43% do total) são mulheres.
Mesmo com crescimento real de cerca de 70% (entre 2002 e 2013), o salário mínimo no Brasil ainda compra pouco. No mês passado (dezembro/2012), a cesta básica dos paraenses custou R$ 271,58 e comprometeu na sua aquisição quase metade do salário mínimo de R$ 622,00.
Com o novo mínimo de R$ 678,00, o impacto em relação aos gastos da cesta básica deverá diminuir um pouco, mas não o bastante para atender os preceitos constitucionais, onde o trabalhador deve ter acesso à habitação, vestuário, transporte, educação, alimentação, saúde e lazer, etc. ‘Este salário constitucional deveria ser hoje em torno de R$ 2.561,47, bem longe, portanto do valor do novo salário mínimo de R$ 678,00’, avalia o economista Sena.
Postado em 29 janeiro 2013 às 12:29. Voce pode acompanhar esta notícia assinando o nosso RSS 2.0. Voce pode deixar uma resposta.
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