A nova proposta de incentivos às atividades produtivas no Pará, embora ainda esteja em fase embrionária, já tem um foco principal: a geração de emprego e renda. Para isso, o governo estadual pretende agregar valor à produção local e reduzir as desigualdades sociais e regionais. A Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom) vai coordenar as ações da área de Atração de Investimentos como das prioridades de governo para o ano 2013. Ano passado, a Seicom realizou uma série de articulações para atrair novos negócios ao Pará, obtendo, inclusive, interesse de empresas nacionais e internacionais.
Com a previsão de investimentos na ordem de R$ 160 bilhões, segundo dados da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), volume que deve resultar na geração de aproximadamente 150 mil empregos diretos, o Estado figura entre as sete unidades federativas que mais receberão investimentos até 2016. Para David Leal, o cenário sinaliza diversas oportunidades e inúmeros desafios ao Pará. “Precisamos internalizar a renda, gerar emprego e agregar valor à nossa produção, contribuindo desta forma para a redução da pobreza e desigualdade social, objetivo central do governo do Estado”, diz.
De acordo com Leal, as alterações na Lei de Incentivos Fiscais, por ele tratada como Política de Incentivo à Produção, ainda devem demorar a sair do papel, pois estão em fase de estudos preliminares. “Não há uma data definida para entrar em vigor. Mas uma primeira proposta, ainda embrionária, já foi apresentada e teve recomendações de aperfeiçoamento”, garantiu. Entre os principais benefícios apontados pelo secretário, estão: a atração de novos negócios que agreguem valor econômico à cadeia dos produtos explorados no Pará; a geração de renda e emprego à população; e a redução das desigualdades entre todas as regiões do estado.
Pela dimensão territorial e vocações econômicas variadas, o Pará atrai olhares de investidores de diversos setores. “Fornecedores do setor metal-mecânico estão cada vez mais interessados em prospectar e implantar-se no mercado paraense devido aos grandes projetos minerais que estão nascendo e crescendo no Estado”, revela Leal. Ele diz ainda que a situação estratégica do Pará, na confluência das grandes hidrovias, como: Amazonas-Solimões, Teles Pires-Tapajós e Araguaia-Tocantins, despertou o interesse de investidores privados em infraestrutura portuária para escoamento da produção de grãos do Centro-Oeste brasileiro, por exemplo.
Além disso, o mercado de embarcações fluviais, que vive um bom momento no Pará, tem chamado à atenção do setor da construção naval, que pode prospectar oportunidades de produzir ao longo dos rios paraenses. “Vale ressaltar o grande potencial do Estado para agroindústria. Atualmente, investir na plantação e processamento da palma, por exemplo, se tornou um grande negócio”, revela, frisando ainda que a capacidade paraense de produzir diversos insumos para indústria alimentícia gera outras oportunidades, como frigoríficos e indústrias de processamento de frutas, além da vocação do Pará em produzir energia elétrica.
Postado em 18 janeiro 2013 às 12:33. Voce pode acompanhar esta notícia assinando o nosso RSS 2.0. Voce pode deixar uma resposta.
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